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13 de outubro de 2021

Pessoas com deficiência ganham espaço e acessibilidade no mercado de trabalho

Por Amanda Nonato

Dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) divulgado pelo Ministério da Economia, no início do ano, apontam que, dos 46 milhões de vínculos de emprego formal do país, somente 486 mil são direcionados às pessoas com deficiência. Ou seja: menos de 1% dos posto de trabalho.

Conforme a exigência da Lei nº 8.213/91, que completou 30 anos em 2021, é importante que as empresas não só façam a contratação de pessoas com deficiência como trabalhem a acessibilidade de forma completa, a fim de evitar qualquer ilegalidade ou discriminação. A Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (nº 13.146/2015) trata a respeito da inclusão em diferentes aspectos da sociedade, com ações e práticas para um ambiente acessível e inclusivo.

Inclusão sem exigência


Praticar acessibilidade como algo maior que uma exigência legal é como a Natura vem trabalhando há alguns anos. Em 2020, a empresa atingiu a meta de 8% de pessoas com deficiência no seu quadro de colaboradores − porcentagem maior do que a requerida pela lei para empreendimentos do seu porte (5%).

“Entendemos a importância de seguir aumentando a presença de pessoas com deficiência na companhia, ao mesmo tempo em que desenvolvemos a carreira das que já estão contratadas”, afirma a gerente de diversidade e inclusão na Natura, Milena Buosi.

Essa é apenas uma das ações desenvolvidas pela Natura. De acordo com a Visão de Sustentabilidade 2050 da empresa, a proposta é ter equidade de gênero, raça, diversidade cultural e inclusão de pessoas com deficiência. Tudo isso através de um programa que possa fomentar a capacitação, acessibilidade e a promoção de uma cultura que permita a expressão da diversidade em toda sua amplitude.

Mulher preta sorrindo, com um notebook na frente, em cima de uma mesa. Mostrando acessibilidade do ambiente de trabalho.

Uma das iniciativas que se destaca é o trabalho realizado com as pessoas surdas. Os colaboradores da Natura dotados de audição podem fazer o curso de Libras oferecido pela própria empresa, além de apadrinhar os novos colegas surdos quando eles começam a trabalhar.

O objetivo desse acompanhamento com os companheiros é auxiliar no processo de inclusão nas atividades diárias. A organização também utiliza um intérprete virtual que, por meio de um aplicativo e um tradutor de sites na intranet, leva a acessibilidade e informações para que os surdos possam obter autonomia na rotina.

Já os colaboradores com deficiência intelectual, a metodologia adotada pela Natura é o emprego apoiado. Um profissional especializado acompanha, periodicamente, esses funcionários e gestores, tanto em escritórios, quanto em postos de venda.

Acessibilidade que faz parte do DNA


Percebendo que muitos de seus funcionários tinham receios de como lidar corretamente com um colega com deficiência, o Magazine Luiza, oferece, desde 2013, um Programa de Inclusão Social, trazendo o assunto para o dia a dia e realizando treinamentos e sensibilizações para os colaboradores de escritórios e lojas. A empresa conta com uma cultura interna aberta à diversidade, para quebrar uma das maiores barreiras para a acessibilidade, o comportamento das pessoas.

“Ter uma cultura de diversidade é tão importante quanto ter políticas e práticas de inclusão estruturadas”, afirma Ana Herzog, Gerente de Sustentabilidade da organização.

A organização também desenvolve cursos intensivos e abertos de Libras, para as equipes, de forma a aproximar os colaboradores ouvintes dos surdos. O site do Magazine Luiza também pode ser acessado por meio da Língua Brasileira de Sinais e disponibiliza um aplicativo para facilitar a navegação de pessoas com dificuldades para digitar, mover o mouse ou dificuldades de leitura.

Três pessoas estão sentadas e uma na frente trazendo inclusão e acessibilidade ao usar a língua brasileira de sinais.

Neste ano, a empresa lançou um serviço por vídeo em Libras, em parceria com a startup Pessoalize, para um atendimento acessível à distância. O recurso funciona de segunda à sexta-feira, das 9h às 18h, sendo indicado acioná-lo, preferencialmente, em computadores e notebooks.

O Programa de Inclusão Social da Magazine Luiza também possibilitou que diversas lojas passassem por reformas, para ficarem mais acessíveis ao deslocamento de funcionários e clientes com mobilidade reduzida. Essas ações se somam à participação da organização na Rede Empresarial de Inclusão, que tem a missão de promover inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

Programa Lado a Lado


Atualmente, em todo o país, o grupo RD, dono das redes Drogasil e Droga Raia, conta com mais de 1.800 pessoas com deficiência trabalhando em suas frentes. A empresa desenvolve, desde 2012, o Programa Lado a Lado, que treina candidatos com deficiência para se inserirem no mercado de trabalho, através de suas vagas.

A iniciativa beneficia a empresa, tanto no cumprimento da Lei de Cotas quanto no próprio desempenho interno e externo. Em 2020, por exemplo, a plataforma de educação da empresa, a Universidade RD, lançou um curso de Libras a distância, que formou mais da metade do quadro de funcionários. De acordo com o grupo, o curso foi um pedido dos próprios colaboradores.

Ainda sobre o programa da rede Drogasil e Droga Raia, o candidato, acompanhado por um familiar, caso seja preciso, se reúne com profissionais de Recursos Humanos e gestor da área para uma avaliação das características da vaga, com o objetivo de adaptação, se for necessário. Esse movimento é importante para que, como em qualquer contratação, o novo contratado se mantenha estimulado e produtivo.

“O principal é o desenvolvimento de lideranças e dos times. Nesses grupos heterogêneos, os líderes desenvolvem melhor as competências emocionais desejadas pelo século 21: empatia, tolerância e gestão de conflitos, o que tem impacto na produtividade”, comenta o consultor de Diversidade do grupo, Fernando Braconnot.

Veja mais dos investimentos sociais do Grupo RD clicando aqui.