Ir para o Topo

Procurando algo?

Mulher costurando durante a pandemia

31 de maio de 2021

Projetos confeccionam e distribuem máscaras gratuitas

Um dos principais movimentos de proteção à vida durante a pandemia é colocar uma máscara no rosto. Se no começo da crise sanitária a preocupação pelo desabastecimento de materiais de proteção individual era presente, a sociedade civil criou uma resposta criativa, inovadora e cuidadosa: as máscaras de pano. Para impulsionar a fabricação e distribuição dos itens, Bradesco, Itaú, Santander, Fundação Vale e Wheaton Precious Metals investiram cerca de R$ 60 milhões na capacidade produtiva de microempreendedoras e artesãs em diversas cidades do país. Além de gerar renda para as profissionais, cerca de quinze milhões de máscaras foram distribuídas gratuitamente nas cinco regiões brasileiras.  

Inovação, proteção e renda  

Para contribuir com a prevenção ao coronavírus e oferecer oportunidades de geração de renda para mulheres durante a pandemia, a Fundação Vale e a Rede Asta criaram a iniciativa Máscara + Renda.  

Cerca de duas mil costureiras e artesãs foram selecionadas para fabricar máscaras de proteção, recebendo aproximadamente um salário mínimo por mês. Até o final do projeto, três milhões de unidades foram produzidas e doadas para organizações sociais sugeridas pelas próprias costureiras. Essas entidades distribuíram os itens para aqueles que mais precisavam, incentivando o uso de máscaras e disseminando a cultura da prevenção nas comunidades. 

Máscara + Renda

“A Rede Asta nasceu para possibilitar que mulheres artesãs e costureiras pudessem viver dos seus negócios, fazendo o que amam. O Máscara + Renda trouxe oportunidade real de renda num momento em que a maioria das mulheres perderam suas fontes de sustento. Uma grande oportunidade em escala de gerar impacto duplo: de renda para mulheres e de proteção para quem mais precisa”, explica Alice Freitas, da Rede Asta. 

A iniciativa contou com um investimento inicial de R$ 5,5 milhões da Fundação Vale e da Wheaton Precious Metals, mas a ação poderá ser ampliada com a adesão de novos parceiros. A meta é, por meio da articulação com outras empresas e construção de uma Rede de Investidores Sociais, alcançar a marca de R$ 11,1 milhões mobilizados pela causa.  

“Para todos, a máscara é prevenção. Para elas, é também fonte de renda, de autonomia e de liberdade. O Máscara + Renda está alinhado aos programas de empreendedorismo da Fundação Vale, que criam alternativas sustentáveis de trabalho e inclusão produtiva para a geração de renda, com especial atenção para empreendimentos liderados por mulheres”, afirma Pâmella De-Cnop, gerente da Fundação Vale. 

Heróis usam máscara  

De acordo com estudos médicos, o uso das máscaras de proteção, mesmo por quem não está infectado − e especialmente pelos que não sabem que estão e ainda não apresentam sintomas − é medida importante para reduzir os níveis de contaminação no meio social. 

Através da ação “Heróis usam máscaras”, o Bradesco, Itaú e Santander investiram R$ 50 milhões na capacidade produtiva de microempreendedoras e artesãs para compra de máscara de pano e distribuição às secretarias e comunidades em diversas cidades no país. Até o momento, 11,6 milhões de itens de proteção já foram confeccionados. 

Para ampliar o alcance do projeto, as empresas fizeram uma parceria com o governo do estado de São Paulo visando a remuneração de 740 profissionais autônomos de costura por meio do Instituto BEI e do Instituto Rede Mulher Empreendedora. 

“É uma medida que atende uma necessidade de saúde pública, de geração de renda e de proteção social”, afirmou Doria em entrevista durante cerimônia de lançamento da parceria.