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Foto: Gabriela Oliveira/@tempo_de_uniao

14 de abril de 2021

Sociedade civil e empresas se engajam para combater a fome

A pandemia acentuou as desigualdades sociais no Brasil. Se não bastasse o triste cenário de mais de 355 mil vítimas pela Covid-19 no país, a fome atingiu 19 milhões de brasileiros. Em um contexto de perda de vidas, emprego, renda e insegurança alimentar, organizações da sociedade civil e empresas se mobilizam para doar cestas básicas e refeições para famílias em situação de vulnerabilidade social.  

O programa de responsabilidade social “Fazer O Bem Faz Bem” da JBS destinou 560 mil cestas básicas para cerca de 80 ONGs em todo país, alcançando dois milhões de pessoas em regiões que sofrem com a falta de água ou de infraestrutura. A iniciativa faz parte de um movimento da empresa de alimentos que direcionou R$ 700 milhões para o enfrentamento do coronavírus, dos quais R$ 400 milhões tiveram foco no Brasil.

Falta comida em 15% dos lares brasileiros, segundo dados de pesquisa  da Universidade Livre de Berlim, na Alemanha, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e a Universidade de Brasília (UnB). Levantamento da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional, divulgado pela Folha de S. Paulo, mostra que 116,8 milhões de pessoas convivem com algum grau de insegurança alimentar no país.   

Lançada em março do ano passado, a Campanha Não Deixe a Fome Matar Mais que o Coronavírus, da Fundação Abrinq, alcançou a marca de 370 toneladas de alimentos entregues e beneficiou mais de 17 mil famílias atendidas por organizações sociais em municípios de 11 estados brasileiros.  

Em 2021, a campanha foi estendida até o final de abril, com o propósito de ajudar famílias atendidas por organizações sociais, localizadas no Norte e no Nordeste do país e municípios do estado de São Paulo. 

O gerente-executivo da Fundação Abrinq, Victor Graça, ressalta que a quantidade de famílias em situação de vulnerabilidade social cresceu neste início de ano, em razão do agravamento da Covid-19. “Pela primeira vez, em 17 anos, mais da metade da população brasileira não tem garantia de comida na mesa”. 

Doações que trazem esperança 

A Inspetoria Salesiana de São Paulo, localizada na zona oeste da capital, é uma das organizações assistidas pela campanha e que sentem o impacto da pandemia. “As famílias chegam a chorar quando retiram a cesta conosco. São pessoas que perderam o emprego e não têm onde tirar o seu sustento. Vocês não imaginam o quanto estas doações são importantes para eles”, revela Fabiana Cordeiro, coordenadora da instituição. 

A organização, que atualmente atende 450 crianças e adolescentes, foi criada há 33 anos com o objetivo de assistir aos filhos das trabalhadoras da região que não tinham onde deixar as crianças para poderem ir ao serviço. “Aqui oferecemos cursos pela manhã e, após o almoço, eles vão à escola. É uma oportunidade de não ficarem desamparadas”, conta Fabiana. 

Mobilização em rede 

 Quem tem fome tem pressa. A máxima de Herbert de Souza, o Betinho, fundador da ONG Ação Pela Cidadania, entidade emblemática na atuação no tema na década de 1990, volta à tona e se faz atual em 2021.  

Vozes como Mar’tnália, Camila Pitanga, Emicida, MV Bill, Flávia Oliveira, Zezé Mota uniram suas vozes em uma campanha da Oxfam Brasil em parceria com a Coalização Negra por Direitos, Anistia Internacional, Associação Brasileira de Combate às Desigualdades (ABCD), Redes da Maré, 342 Artes, Nossas – Rede de Ativismo, Instituo Ethos, Orgânico Solidário e Grupo Prerrô. A iniciativa tem como objetivo alertar a emergência do tema e sensibilizar a população.  

A campanha mapeou 222.895 famílias em situação de vulnerabilidade em periferias, favelas, palafitas, comunidades ribeirinhas e quilombolas em todo o território nacional. O valor arrecadado será distribuído em lotes de R$ 200,00 em produtos para cada família. A distribuição será feita por meio de pontos físicos, onde estão as organizações que compõe a Coalização Negra por todo o Brasil.  

Saiba como apoiar campanhas de combate à fome  

Muitos brasileiros tiveram de cortar itens básicos do orçamento, como comida e material de limpeza. Famílias inteiras não teriam condições de se alimentar se não tivessem recebido doações. São empresas e pessoas físicas colaborando com a campanha e ajudando milhares de famílias que foram privadas de recursos próprios para a subsistência, como a alimentação.  

Neste momento crítico de pandemia, sua solidariedade pode salvar vidas, sem precisar sair de casa. Selecionamos campanhas de combate à fome realizadas por instituições em todo o Brasil: 

1. Se Tem Gente Com Fome, Dá de Comer, iniciativa da Coalização Negra Por Direitos, em parceria com Anistia Internacional, Oxfam Brasil, Redes da Maré, Ação Brasileira de Combate às Desigualdades, 342 Artes, Nossas – Rede de Ativismo, Instituto Ethos, Orgânico Solidário e Grupo Prerrô 

Acesse: www.redevoluntariavale.com.br/acao/se-tem-gente-com-fome-da-de-comer 

2.Dia das Boas Ações, realizado em mais de 100 países e organizado no Brasil pela Atados, tem o objetivo de arrecadar doações para cestas básicas. 

Acesse: www.redevoluntariavale.com.br/acao/doe-para-o-dia-de-boas-acoes 

3. Movimento Panela Cheia , diante da situação de calamidade pública, a CUFA, a Gerando Falcões e a Frente Nacional Antirracista, com o apoio do União SP e cooperação da Unesco, uniram esforços para criar o Movimento Panela Cheia em busca de arrecadar recursos para a compra de cestas básicas. 

Acesse: www.redevoluntariavale.com.br/acao/movimento-panela-cheia-nacional 

4.Brasil Sem Fome, impactada pelo aumento da extrema pobreza no país, a Ação da Cidadania junto com sua grande rede de comitês e voluntários, convoca mais uma vez a sociedade civil e o setor privado para levar alimentos aos mais atingidos pelos impactos da pandemia da Covid-19, com a campanha Brasil Sem Fome. 

Acesse: www.redevoluntariavale.com.br/acao/combate-a-fome-brasil-sem-fome 

5. A campanha Não Deixe a Fome Matar Mais que o Coronavírus, da Fundação Abrinq, após alcançar a marca de 370 toneladas de alimentos entregues a campanha foi estendida até o final de abril e ainda dá tempo de colaborar. 

Acesse: https://secure.fadc.org.br/?Id=3